No campo profissional, realizei grandes coisas, como a edição do livro da minha amiga Tamara Ramos e iniciei uma parceria com velhos amigos. Não foi um ano de colher frutos, mas de começar a plantar no terreno que havia sido preparado. Espero que em 2010 eu possa começar a colheita.
Voltei a morar na casa em que vivi minha infância. Depois de uma grande reforma, a casa ficou pronta para nos receber de volta. É uma sensação boa a de estar de volta ao lar. E não poderia ter um cenário melhor para acontecerem as conversas mais importantes deste ano entre eu e a minha família. Esse tipo de conversa sempre é seguido de mudanças. E hoje vejo que as mudanças que ocorreram na minha família em 2009 foram bem maiores do que a mudança de casa. E como aconteceu com a casa, a família sofreu uma grande reforma, mas a essência é a mesma.
Como não passo muito tempo na minha casa devido ao trabalho e ao fato de ter que ficar 5 dias em outra cidade, mesmo não gostando muito de Vitória, tive que fazer de lá a minha cidade também. E com isso construí toda uma estrutura para abrigar o meu coração: amizades. Criei e fortaleci grandes laços de amizades. Aprendi uma coisa que muito se fala, mas pouco se compreende: ninguém é como queremos que seja e ninguém é propriedade de ninguém. Não posso querer q um amigo esteja ao meu lado a todo o momento e que me apóie e concorde comigo em tudo, porque cada um é cada um e todos tem suas vidas independentes. E isso me deixou mais livre também. Hoje eu não sinto mais a obrigação de querer agradar a todos e nem estar presente a todo momento. Vivo o que quero viver e se dedico algum tempo a algum amigo é porque aquele tempo também está me satisfazendo de alguma forma. Um equilíbrio na balança.
O amor... a o amor! Não encontrei nenhum grande amor em 2009. E comecei a achar que isso de grande amor não existe. Existe o fato de o quanto você quer estar iludido. Mas lógico que é bom pensar que um dia esse grande amor vai acontecer. O que temos que fazer é ter em mente que isso não será fácil e que a vida não é um filme. E que os filmes são feitos para que realizemos em nossas mentes coisas que não podemos realizar em nossas vidas cotidianas. Não vejo isso ruim. Não depois que passa o período de dor por mais uma desilusão. Mas já sou o rei do coração partido e então aprendi a simplesmente seguir em frente. O que é válido disso tudo é que a cada pessoa que você conhece, aprende a se valorizar cada vez mais. Exercitei a tolerância, não exigi mais a perfeição das pessoas que conheci e quis ter um relacionamento. Mas também não me preocupei em ser perfeito. Acho que cai um pouco no mesmo que falei sobre a amizade. Tem que ter um equilíbrio na balança. E depois que o relacionamento acaba você vê o que se aproveita daquilo. Se da pra ficar uma amizade, ótimo. Se não, não forço nada. Continuo em minha busca por algo que sei que não existe. E o importante é isso, buscar sabendo que não vai encontrar, mas mesmo assim apreciar a busca.
Agradeço a todos que estiveram comigo em 2009. Meus pais, meu irmão, Mary-Kate, meus parentes, meus amigos e todos aqueles que passaram por minha vida esse ano. Agradeço ao Rav Ashalg por fundar o Kabbalah Centre, a Rav e Karen Berg por terem tido a coragem de enfrentar o establishment e lutarem para a Kabbalah ser acessível a todos e com isso me ajudar a me tornar um ser humano melhor.
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Manifesto aqui também a minha saudade e meu orgulho por minha amiga Gisselle, que deixou o mundo físico esse ano. É um privilégio tê-la fazendo parte da minha história. Dedico 2009 a ela.
